Como montar boas equipes para hackathons

Além de equipe multidiciplinar(Desenvolvedor@, User Xperience e Negócios) percebi que algumas estratégias tem funcionado bem e gostaria de dividi-las com vocês:

  • A equipe precisa ter um objetivo em comum: Já disse isso durante uma palestra que fiz na Fatec SP, mas acho importante reforçar. Caso você tenha se inscrito apenas para aprender e entre numa equipe cujo foco é vencer a todo custo, haverão diferenças por vezes difíceis de conciliar. Isso não é uma regra, mas alinhar objetivos entre os integrantes facilita o trabalho.
  • Tenha veteran@s mas também tenha novat@s: Os dois perfis são importantes para o sucesso do projeto. Todos que passam pelas pré-seleções dos hackathons tem potencial, lembre-se que estas pessoas não estão ali atoa, não subestime. Uma prática que tenho observado ser muito relevante é passar conhecimento para quem trabalha com você.Em um dos que participei, o desenvolvedor Daniel Medeiros me ensinou sobre DDD,TDD e BDD, além de ter feito críticas positivas ao projeto que eu considerava como “sucesso”. Graças a isso e a muitas outras colaborações da equipe, refizemos a idéia toda e vencemos o desafio “Call4Code” do hackathon AngelHack São Paulo 2018.
  • Avalie os potenciais da sua equipe com SWOT (FOFA):SWOT ou FOFA em português, fala sobre as Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. Aplique essa ferramenta para avaliar a equipe e a você mesmo. Nossos projetos não teriam a mesma autenticidade caso não tivéssemos participantes com lugar de fala no tema(Oportunidade). Também é importante pensar o quanto cada um pode contribuir em soft skills e se o seu grupo poderá oferecer um ambiente para que aquele potencial se desenvolva. Dessa forma, independente da premiação, todos sairão ganhando do evento.

Exemplo: Ter três pessoas que desejam liderar o projeto e apresentar o pitch resolvem fazer parte da mesma equipe, porém, apenas uma poderá apresentar o projeto, enquanto as demais precisarão colaborar ou no UX do projeto ou no código. Porém,isso não é o que elas queriam (ficam insatisfeitas e desmotivadas) e também não é o que sabem fazer. Enquanto isso, outro grupo composto apenas de desenvolvedores de perfis introvertidos tem muita dificuldade de desenvolver o modelo de negócio e de apresentar o projeto, além de se confundirem na execução, pois cada um quer codar apenas na linguagem que domina.

  • Como a equipe vai agir na segunda feira?: E depois que o hackathon acabar? Vai continuar o projeto ou cada um vai para o seu canto? Essa é uma conversa que vale a pena ter durante a formação da equipe. É importante gerenciar frustrações como por exemplo, criar um projeto incrível mas estar numa equipe que não tem o mesmo objetivo que o seu, seja porque tem rotinas muito ocupadas ou porque entram apenas pela competição.

Acredito porém que isso pode ser conversado de forma leve com seus colegas, sem parecer uma entrevista de emprego. Não tenha medo de dizer não por algo que não te agrade ou de mudar de equipe, pois durante a competição, conversas mal resolvidas potencializadas por pressão e cansaço causam desgaste emocional e atrapalham o desenvolvimento.

Não temos como prever tudo, mas alguns pequenos conflitos são possíveis de evitar ou gerenciar, através da escolha estratégica de equipe. Precisamos pensar em nossos potenciais, nossos objetivos e do quanto podemos agregar (ou não) numa equipe, mas sempre falando de modo respeitoso e tratando todos com dignidade e carinho.

Divida seus conhecimentos comigo também! Deixe o seu comentário!

Mande-nos uma mensagem